O blog Comportamento e Ciência tem por objetivo divulgar conhecimento em Psicologia com ética, respeito e qualidade
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Novidades - Clinica Social Analitico Comportamental
Com essa união muitas novidades vão aparecer em 2010. Entre elas, cursos de introdução a Prática Analitico Comportamental Aplicada e Experimental, supervisão clinica para terapeutas recem formados e grupos de estudos.
Aproveitando o post, estou comunicando que os primeiros frutos da união ja estão aparecendo. Pois conseguimos fazer um planejamento onde estou pessoalmente abrindo 6 horarios para clientes que gostariam de fazer Terapia Analitico Comportamental, mas que não estão dispondo de condições financeiras para arcar com o preço inteiro da sessão.
Adianto que o preço cobrado para esses horarios disponibilizados pelo Projeto Clinica Social Analitico Comportamental vão ser reduzidos e simbólicos.
Quem tiver interesse pode entrar em contato e pedir maiores informações sobre o plano, batizado de " Clinica Social Analitico Comportamental ".
Repetindo : Interessados no serviço podem entrar em contato por :
Email : marcelocds11@gmail.com ( colocar no assunto - Clinica Social )
Fone : (11) 7601-8162 e falar comigo mesmo, para tirar as duvidas e pedir informações.
Lembrando que são apenas 6 horarios disponiveis a preços simbólicos.
O projeto começa a ser colocado em pratica e os horarios começam a ser preenchidos a partir do dia 04/01/2010, mas ja é possivel se cadastrar e aguardar a marcação da sessão.
Um grande abraço amigos leitores e companheiros de profissão.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Novo projeto a vista
É com muito prazer que comunico que estou me juntando a um conhecido grupo de Psicologia Aplicada e em breve vamos ter uma supresa muito legal.
Surpresa essa que vai ser especialmente interessante para as pessoas que gostariam de fazer psicoterapia de orientação Analitico Comportamental, mas que não estão dispondo de condições financeiras para tal.
Por enquanto o projeto esta se centralizando em São Paulo, precisamente no bairro de Pinheiros.
Assim que os detalhes estiverem definidos, vou publicar a noticia.
Aguardem, garanto que a noticia é muito boa e vai agradar muitas pessoas.
Abraços a todos os leitores que acompanham o Blog Psicologia Analitico Comportamental.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Caso Rosangela - Round 2
A psicóloga usava as definições de sexualidade egodistonica da propria Organização Mundial de Saude ( OMS ) para justificar a sua forma de atuação.
O caso promoveu um longo debate sobre os limites da psicologia em atender nesses moldes pacientes homosexuais, pois para o Conselho Federal de Psicologia, a homosexualidade não pode ser entendida como uma doença a ser tratada e sim como uma condição humana. É preciso trabalhar os próprios preconceitos do cliente para que ele mesmo aceite sua condição de homosexual ( condição essa que supostamente seria irreversivel ).
O Conselho Federal de Psicologia baixou resolução a anos atras que impede qualquer psicologo a tratar a homosexualidade como doença e portanto, qualquer um que trate ou tente reverter um homosexual ( mesmo com a vontade e aprovação dele) esta sujeito a processo ético que pode estabelecer punições como censura publica até cassação do registro profissional.
A psicóloga Rosangela, bateu o pé contra o CFP e disse que entendia que pacientes em sofrimento e que a procuravam poderiam sim mudar e que ninguem nascia homosexual. Portanto era uma condição passivel de ser "desaprendida".
Desde que o processo se instaurou contra ela, muitos psicologos e estudiosos se dividiram. Alguns entendem que é legitimo o trabalho de Rosangela e outros entendem que o que ela faz é uma violencia contra a "subjetividade" e contra a condição humana homosexual.
Nos ultimos dias, ela colocou nota em seu blog pessoal, dizendo que esta encerrando gradativamente suas atividades na clinica, pois esta sofrendo grande pressão politica do Conselho Federal de Psicologia e de orgãos Pró Homosexualidade. Alem disso esta sendo relatado que a própria esta sendo ameaçada de morte por militantes pró homosexualidade ( já devidamente registrados e comunicados a autoridade policial ).
O fator decisivo é que desde que o processo começou, ninguem mais a tem procurado como cliente, pois as pessoas tem medo de serem expostas. Minando financeiramente a psicologa, fica impossivel que ela continue atendendo.
O assunto é realmente muito polemico e creio que não vão chegar a um consenso, pois a psicologia não pode dizer a um cliente homosexual em sofrimento que não pode fazer nada quanto ao caso dele, pois é impedido politicamente, mas tambem não pode dizer que pode atende-lo em sua demanda de querer mudar sua condição homosexual.
Creio que o problema não esta na homosexualidade e sim nas contingências incrivelmente aversivas que os homosexuais são expostos.
Mas esse é assunto pra outro post.
Fonte : http://e-paulopes.blogspot.com/2009/11/psicologa-desiste-de-atender-quem-quer.html
sábado, 14 de novembro de 2009
Controle coercitivo e diluição de punição
http://www.zappinternet.com/video/munPsaWroW/El-ser-humano-es-impredecible
A situação exposta no vídeo demonstra alguns aspectos interessantes. Sidman, M. ( 1989 ) já falava dos efeitos do controle coercitivo e das propriedades e leis que regem os processos de punição positiva e negativa.
No vídeo vemos uma situação de uma festa Rave , provavelmente na Europa. Algumas pessoas sentadas, descansando ou conversando enquanto a musica estava tocando. Nesse cenário, um elemento esta destoando. Um rapaz esta dançando sozinho de forma alucinada o que de fato provoca uma resposta imediata do publico presente, pois muitos estão olhando ,dando risada e fazendo piadinhas.
O rapaz parece nem ligar para os olhares e piadas alheias e continua com sua dança esquisita sozinho. Em determinado momento, outro rapaz se aproxima do dançarino alucinado e começa a dançar com ele, provavelmente para tirar um sarro. O publico que observa tudo continua dando risadas. Em um segundo aparece mais um rapaz pra dançar e as piadas e risadas continuam acontecendo.
O que acontece a seguir é um fenômeno muito interessante. De repente um grupo de pessoas se aproxima, e gradativamente um grupo muito maior começa a aderir e quando percebemos apenas um individuo conseguiu fazer dezenas de pessoas dançarem com ele.
O fenômeno observado pode ser explicado comportamentalmente. O ambiente era altamente coercitivo para apenas uma pessoa se expor, aparentemente muitas pessoas estavam com vontade de estar ali dançando, mas sabiam que poderiam ser punidas por tomar a frente ou se expor aos olhos de um publico que estava sentado e conversando.
Quando observaram o primeiro rapaz dançando alucinadamente sozinho, expuseram de forma clara o controle coercitivo que estava latente no ambiente fazendo as piadas e apontando os dedos dando risada. Quanto um segundo rapaz aderiu à dança, depois o terceiro, o quarto e um grupo pequeno começaram a dançar com o rapaz, esse controle coercitivo foi diluído.
Esse efeito é muito observado em grupos, geralmente todos ficam esperando um primeiro individuo emitir uma resposta especifica com alta probabilidade de punição para ver o que acontece. Quando o rapaz emitiu a resposta de dançar e o risco de punição foi reduzido, outras pessoas aderiram e com uma progressão geométrica, o que era apenas um rapaz acabou se tornando um grande grupo dançante sem medo de punição, já que o controle coercitivo em cima de uma pessoa é forte o bastante para impedir que o grupo o siga, mas uma grande quantidade de indivíduos emitindo uma resposta ( que a principio tem alta probabilidade de punição) reduz drasticamente a possibilidade de punição.
A diminuição de punição explica muitos fenômenos grupais, muitas vezes vemos algo semelhante em torcidas de futebol ou em manifestações sociais. A torcida esta calma, mas basta um começar a inflamar ânimos e de repente toda uma torcida esta lutando, ou então a noção que uma pessoa sozinha protestando é uma agitadora e louca, mas um grupo de pessoas agitadoras e loucas protestando vira manifestação social.
No caso do vídeo, as mesmas pessoas que estavam fazendo piadinhas e rindo do garoto dançando sozinho, foram as mesmas que estavam dançando junto quanto todo um grupo apareceu pra seguir o rapaz dançante.
Algo a ser considerado é o controle verbal que estava acontecendo na hora. O refrão da musica dizia “I got to be unstoppable” ( eu preciso ser imparavel ), e vemos que justamente nas partes do refrão que mais e mais pessoas entravam na brincadeira.
O controle verbal parece ser de fato muito forte quando vemos que a grande maioria do publico adere ao rapaz inicialmente sozinho quando o refrão é cantado, e realmente uma frase de peso como “Eu preciso ser imparavel” exerce um controle muito forte. O rapaz que esta filmando continua cantando o refrão, mesmo depois que a musica acabou. Isso reforça mais ainda que o controle verbal de fato influenciou.
Começa tudo com um tempo (T) grande, com o rapaz dançando sozinho, no primeiro refrão aparece mais um fazendo T/2, outro rapaz em T/4, ai a progressão fica mais visível, em T/8 aparece um grupo de algumas pessoas e em T/16 começa a vir um grupo maior e em T/32 começa a chegar um verdadeiro batalhão de pessoas, terminando com um grande grupo.
O que deixa a progressão com mais força é que todas as pessoas ali presentes são sensíveis ao controle verbal especifico que no caso era a musica eletrônica. Isso potencializou o refrão e a posterior adesão de mais dançarinos ao grupo. Vemos que o comportamento de dançar acaba passando de passível a punição para socialmente reforçado, já que a coesão do grupo dançante precisava ser mantida.
Nesse momento, ficar deitado no chão conversando ou rindo não era mais uma opção, pois o risco de ser pisoteado aumentou muito, enquanto o risco de ser punido por dançar diminuiu muito.
Também é de se considerar, que muitos dançarinos do grupo fossem parados no exame anti dopping. Alterando a sensibilidade a contingencia e diluindo mais ainda a sensibilidade a um estimulo punitivo que tem probabilidade de consequenciar o ato de dançar.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Metodo ABA para o tratamento do Espectro Autista
De acordo com o Departamento de Saúde do Estado de Nova Yorque, procedimentos derivados da análise do comportamento são essenciais em qualquer programa desenvolvido para o tratamento de indivíduos diagnosticados com autismo. A academia nacional de ciências dos EUA, por exemplo, concluiu que o maior nº de estudos bem documentados utilizaram-se de métodos comportamentais. Além disso, a Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo dos Estados Unidis, afirma que ABA é o único tratamento que possui evidência científica suficiente para ser considerado eficaz.
O tratamento ABA envolve o ensino intensivo e individualizado das habilidades necessárias para que o indivíduo possa adquirir independência e a melhor qualidade de vida possível. Dentre as habilidades ensinadas incluem-se comportamentos sociais, tais como contato visual e comunicação funcional; comportamentos acadêmicos tais como pré-requisitos para leitura, escrita e matemática; além de atividades da vida diária como higiene pessoal. A redução de comportamentos tais como agressões, estereotipias, autolesões, agressões verbais, e fugas também fazem parte do tratamento comportamental, já que tais comportamentos interferem no desenvolvimento e integração do indivíduo diagnosticado com autismo.
Durante o tratamento comportamental (ABA), habilidades geralmente são ensinadas em uma situação de um aluno com um professor via a apresentação de uma instrução ou uma dica, com o professor auxiliando a criança através de uma hierarquia de ajuda (chamada de aprendizagem sem erro). As oportunidades de aprendizagem são repetidas muitas vezes, até que a criança demonstre a habilidade sem erro em diversos ambientes e situações. A principal característica do tratamento ABA é o uso de consequências favoráveis ou positivas (reforçadoras). Inicialmente, essas consequências são extrínsicas (ex. uma guloseima, um brinquedo ou uma atividade preferida). Entretanto o objetivo é que, com o tempo, consequências naturais (intrínsecas) produzidas pelo próprio comportamento sejam suficientemente poderosas para manter a criança aprendendo. Durante o ensino, cada comportamento apresentado pela criança é registrado de forma precisa para que se possa avaliar seu progresso.
O uso da Análise Comportamental Aplicada voltada para o autismo baseia-se em diversos passos: 1- avaliação inicial, 2- definição de objetivos a serem alcançados, 3- elaboração de programas/procedimentos, 4- ensino intensivo, 5- avaliação do progresso. O tratamento comportamental caracteriza-se, pela experimentação, registro e constante mudança. A lista de objetivos a serem alcançados é definida pelo profissional, juntamente com a família com base nas habilidades iniciais do indivíduo. Assim, o envolvimento dos pais e de todas as pessoas que participam da vida da criança é fundamental durante todo o processo.
Concluindo, ABA consiste no ensino intensivo das habilidades necessárias para que o indivíduo diagnosticado com autismo ou transtornos invasivos do desenvolvimento se torne independente. O tratamento baseia-se em anos de pesquisa na área da aprendizagem e é hoje considerado como o mais eficaz.
Caio Miguel,
Ph.D, Psicólogo, doutor em análise do comportamento pela Western Michigan Universit.
Fonte : http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/works/item.php?id=1
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Bullying - O terrorismo Psicológico
O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível. No Brasil a forma mais típica de Bullying são os apelidos humilhantes exaltando defeitos físicos e as agressões físicas.
O Bullying infelizmente é presente no mundo todo e em alguns países, as vitimas cometem atos extremos com mais freqüência como homicídios e suicídio como vimos nos recentes ataques em escolas dos Estados Unidos, onde vitimas de Bullying invadiram a própria escola com armas pesadas e assassinaram muitos colegas e logo após cometeram suicídio. Nas cartas deixadas pelos suicidas, vemos referencias as constantes humilhações que passaram e que tomados pela depressão e transtornos de ansiedade não viram outra forma de acabar com o sofrimento que não fosse com o suicídio, mas não antes de levar todos os agressores consigo. Uma explosão de raiva e ódio sem limites como reação ao que sofreram.
No Brasil, é mais raro acontecer assassinatos como resultado de anos de humilhações e agressores físicas que as vitimas sofrem. Porem, a taxa de suicídios é alta, mas infelizmente é velada. Medicamente o Bullying não é reconhecido como causadora de suicídios (que são atribuídos a depressão, que por sua vez foi resultado direto da vitimização).
Cyber Bullying :
Infelizmente, estão sendo criadas novas formas de humilhação. Alem do bullying tradicional que envolve humilhações e agressão física, hoje em dia temos o Cyber Bullying, que é a pratica de humilhação e exposição publica caluniosa e difamatória através da Internet. Essa é uma forma mais agressiva do Bullying tradicional, já que calunias e difamações por internet têm um alcance muito maior e conta com o anonimato do agressor. Ele não precisa mais ser uma pessoa forte ou popular, pode ser feita por qualquer um, inclusive vitimas em busca de vingança. Um exemplo claro são os perfis falsos em redes de relacionamentos.
Segundo a delegacia de crimes virtuais, essa é a pratica mais comum de Cyber Bullying. Cria-se um perfil falso da vitima com informações reais como telefone, endereço e fotos e se relaciona a comunidades que podem ser aversivas e difamatórias. Como uma mulher ter seu perfil com descrição de garotas de programa ou um menino ter seu perfil associado a comunidades ligadas a pedofilia ou mesmo fazendo montagens com fotos. Geralmente com fundo pornográfico.
Cabe ressaltar que não se tem uma legislação especifica sobre crimes virtuais, mas já existe jurisprudência no cyber espaço e em breve deve ser regulamentada leis especificas.
O Bullying marca vidas :
As marcas que ficam nas vítimas de bullying são muito fortes e infelizmente, na maioria das vezes mudam permanentemente a vida das vitimas. As marcas mais comuns são: Depressão, baixa auto-estima, muita dificuldade em relacionamentos sociais e muitas vezes transtornos de ansiedade se instalam.
O importante é ressaltar que o atendimento psicológico oferece resultados promissores em relação a todas essas marcas, principalmente as terapias de abordagem comportamental.
Claro que não se pode mudar o passado, mas com o atendimento psicológico podemos fazer um “controle de danos” e com isso saber lidar com os problemas decorrentes antes que esses se agravem.
Com os anos de atendimento clinico, percebo que as vitimas de Bullying paralisam e não conseguem ver que precisam de ajuda. Tenho percebido que o discurso é sempre depressivo e muitos acham que não tem possibilidade de mudar. Julgam que não tem nada a fazer alem de se acostumar e esperar o tempo passar para ver se melhora. Muitas vezes se sentem até responsáveis por serem vitimas. Infelizmente as coisas não funcionam assim e o tempo não ajuda a melhorar.
Mudar de escola resolve ??
Existe uma crença de que mudar de escola ou mudar de cidade vai fazer que a pessoa deixe de ser vitima. Infelizmente também não funciona, pois o padrão comportamental da pessoa em questão vai fazer com que seja atacada em qualquer lugar. Vai virar alvo na casa nova, na escola nova ou em qualquer lugar que esteja. O problema é o padrão comportamental que predispõe uma pessoa a ser vitima e esse padrão é justamente o que precisa mudar. Nesse ponto o atendimento psicológico de orientação Comportamental é fundamental, pois vai desenvolver novos repertórios comportamentais incompatíveis com o perfil das vitimas de Bullying (geralmente pessoas tímidas, caladas e com baixa auto-estima).
A vitima precisa de orientação. Isso inclui ir a delegacias especializadas em crimes virtuais ou então procurar atendimento jurídico, psicológico e medico sempre que precisar.
O Bullying deve ser sempre combatido e jamais tolerado em escolas ou qualquer outro lugar. Já se tem informações que esta dentro das empresas e academias. Cabe lembrar que não é só aquele que pratica o Bullying que é o agressor. Na verdade, os espectadores que não fazem nada e ainda dão risada da vitima que esta sendo humilhada é tão agressor quanto o Bullyer (como é chamado o agressor principal), são chamados de agressores passivos e são esses agressores que reforçam o comportamento do agressor que por sua vez aumenta muito a freqüência dos comportamentos agressivos pois obtém reforço social.
É um problema muito serio que marca vidas, talvez se as pessoas entendessem que Bullying não é bobagem e que não é uma brincadeira de mau gosto como muito se prega e sim uma agressão psicológica e muitas vezes física também que deixa marcas para toda uma vida.
Então, você quer ser uma vitima para sempre ou quer mudar sua vida?
Procure seus pais, o diretor da escola, um psicólogo qualificado e competente e conte o problema. Não se silencie, não deixe que a situação se agrave.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Reflexo Condicionado
O Reflexo Condicionado
O Condicionamento Reflexo foi descoberto quase que por um acidente, Pavlov percebeu que o som dos seus passos foram pareados diversas vezes com um pedaço de carne que era dado aos cães e após um curto espaço de tempo, mesmo que não se apresentasse a comida, apenas com o som dos passos os cães começavam a salivar. O pareamento entre um estimulo incondicionado ( Comida ) e um estimulo netro ( som dos passos ) foi capaz de produzir uma resposta condicionada.
Pavlov quando notou que os cães respondiam salivando apenas com o som dos seus passos, começou a fazer expêriencias. Na sua pesquisa, adotou o seguinte procedimento : Antes de apresentar a comida, um estimulo sonoro era tocado, como campainhas. Apos algumas vezes que esse estimulo neutro era apresentado antes da comida, foi percebido que esse estimulo por sí só ja eliciaria o comportamento de salivar.

Na Etapa 1 do procedimento de Pavlov, podemos dizer que a Comida ( Si ) eliciava a salivação ( Ri ). Na etapa 2, adicionamos um estimulo Neutro que no caso foi o som dos passos do Pavlov ( Sn ) precedendo a apresentação da Comida, entao percebemos que houve um pareamento entre o som dos passos de Pavlov ( Sn ) com a apresentação da Comida ( Si ). Na etapa 3, o som dos passos de Pavlov se tornou um estimulo condicionado ( Sc ) e agora produzem uma resposta igualmente condicionada ( Rc ). A partir disso, a comida não precisaria ser apresentada para que o som dos passos de Pavlov eliciem o comportamento de Salivar.
O Condicionamento Reflexo ou Pavloviano é muito comum na nossa vida. Agora com esses novos conceitos, podemos responder as perguntas feitas no texto de Reflexos incondicionados com facilidade. A criança chora ao ouvir o barulho da maquina do dentista pois em sua vivência, o som da maquina ( Estimulo Neutro ) era pareada com a dor ( estimulo incondicionado ) que a mesma provocava. Em algumas sessões de tratamento com o dentista, o som da maquina por sí só foi capaz de eliciar ansiedade, medo e todos os respondentes que foram pareados no momento do uso da maquina.
Um exemplo bem interessante são os dos Eskimós da região do Alaska. Um reflexo incondicionado caracteristico a espécie humana é que quando sentimos dor intensa ou quando estamos muito tristes, choramos. É um reflexo incondicionado comum ao homem. Porem no Alaska o homem não pode chorar.
1 - Um estimulo Neutro só adquire poder de eliciar resposta incondicionadas se ele for apresentado logo antes do Estimulo Incondicionado
Pavlov foi um marco dentro da Psicologia, pois foi através das suas idéias que outros grandes nomes começaram como o grande expoente do Behaviorismo Radical B. F. Skinner. É interessante citar que Pavlov utilizou o termo "Reforçador" quando discorria sobre o efeito do alimento no condicionamento de uma cachorro a salivar ao som de uma campainha. O Alimento reforçava a conecção entre um estimulo neutro e a salivação. ( Keller, F. S. 1969 ).
Skinner partindo dos trabalhos de Pavlov sobre o condicionamento respondente, começou a teorizar e conceber o conceito de condicionamento operante e com isso revolucionar todo o paradigma vigente dentro da Psicologia. Mas o Condicionamento Operante vai ser melhor discutido em um proximo texto.
Referencias : Keller, F. S. 1969; Aprendizagem : Teoria do Reforço. (pp 7-14)