quinta-feira, 5 de maio de 2011

Supremo reconhece união homoafetiva

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgarem as Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo. As ações foram ajuizadas na Corte, respectivamente, pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E o ano começa a mil

È isso ai caros leitores.

O ano de 2011 mal começou e já estou correndo. Muitas novidades estão por vir.

Vou começar mais um curso de especialização em 2011.
Dessa vez vou me atualizar com as novidades da Terapia Comportamental Cognitiva no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo ( HU - USP ).

E mais uma novidade : Estou participando como colaborador ( e quem sabe mais para frente como pesquisador ) de um grande grupo, também na USP chamado CAIS - Centro de Autismo e Inclusão Social, coordenado pela grande Psicóloga Prof. Dra. Martha Hubner, que também é a presidente da ABPMC - Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental.

O trabalho desenvolvido por essas pessoas com crianças autistas é indescritível, simplesmente sensacional, são mestres na aplicação do Método ABA ( Analise do Comportamento Aplicada ) e o fazem com perfeição.

Fico muito feliz de fazer parte desse grupo de grandes profissionais.

Aproveito para ressaltar que o projeto " Clinica Social" não acabou.

Pelo contrario, estou abrindo mais 2 horários para pessoas que precisam de terapia, mas que não possuem condições financeiras de arcar com um trabalho de qualidade de um profissional qualificado.

No ano de 2010, o projeto foi um sucesso, onde foram atendidos e fechados todos os horários reservados para tal com alto nível de qualidade e sucesso.

O ano de 2011 continua e estou aceitando mais nomes para compor a nossa lista de atendimento na Clinica Social para que todos possam, na medida do possível, encontrar apoio psicológico.

É isso, pessoal.

Vamos em frente e muito sucesso em 2011

Um grande abraço

Marcelo C. Souza

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Por que as mulheres não gostam de ouvir a palavra GORDA ?


A imagem acima é muito interessante já que retrata perfeitamente ( com bom humor, é claro ) como se desmonta uma mulher em qualquer discussão. Algumas amigas relatam que sentem até nervoso e ansiedade apenas em se imaginar na situação onde são chamadas de gordas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um feliz natal e um grande 2011

Desejo a todos vocês leitores do blog um feliz natal e um maravilhoso 2011.

O ano de 2010 esta no fim, um ano de muitas conquistas e desafios.
Espero que como eu, todos vocês leitores tenham conseguido fechar o ano com saldo positivo.
Positivo emocionalmente, financeiramente, na familia, no trabalho etc...

Ano que vem vamos ter novas mudanças e mais novidades no blog.

Aguardem

Um grande abraço a todos vocês

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cognição Social na esquizofrenia : uma revisão de conceitos

Autores : Juana Teresa RODRÍGUEZ SOSA; Rafael TOURIÑO GONZÁLEZ

Archivos de Psiquiatría. 2010; 73:9 (12-noviembre-2010)


A cognição social se refere a como as pessoas pensam sobre elas mesmas e os outros. É um fato conhecido que a cognição social está deteriorada nos indivíduos com esquizofrenia. Recentes investigações sobre cognição social na esquizofenia têm mostrado uma relação entre a cognição social, a neurocognição e o funcionamento psicossocial. A cognição social poderia ser um importante objetivo no tratamento farmacológico e psicossocial. O propósito deste estudo é oferecer uma revisão da cognição social na esquizofrenia, apresentar alguns dos instrumentos válidos para avaliar a cognição social e revisar e melhorar os principais programas de intervenção.

Palavras Chave: Cognição social, Esquizofrenia, Teoria da Mente.

INTRODUÇÃO

Na década de 50 com o começo da psicofarmacologia a atenção da comunidade científica se focalizou inicialmente no controle da sintomatologia positiva da esquizofrenia. Posteriormente na ultimas décadas os estudos se detiveram nos sintomas negativos e na deterioração cognitiva atendendo ao funcionamento executivo, atenção e memória. O estudo da cognição social se inicia na década dos anos 90 quando de forma empírica se demonstrou que esta possui uma relevância funcional como variável mediadora entre a neurocognição e o nível de funcionamento social. Assim se desenvolveram novas intervenções centradas nos diferentes componentes que formam a cognição social (processamento emocional, percepção social, teoria da mente, esquemas sociais, conhecimento social e estilo atribucional). O critério kraepeliano que considerava a deterioração cognitiva como sintoma nuclear da esquizofrenia assim como a importância assinalada por Bleuler acerca dos sintomas deficitários na afetiviidade se renova nos últimos anos e levantam uma nova perspectiva dessa enfermidade.

O presente artigo tem como objetivo fazer uma revisão do conceito de cognição social e de seus componentes tentando estabelecer um enfoque integrador que explique a etiologia, evolução e aponte novas linhas de atuação em seu tratamento. Para isso realizou suas buscas nas principais bases de dados, Psycinfo, Medline, Pubmed.


O link para o texto completo se encontra em http://www.archivosdepsiquiatria.es/index.php?journal=adp&page=article&op=view&path%5B%5D=48&path%5B%5D=49

Vale muito a pena o artigo.

Creditos da tradução do resumo e introdução para Prof. Dra. Maria Christina Stroka ( christroka@terra.com.br )

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sindrome de Otelo - O ciume patológico

A síndrome de Otelo – Ciúme patológico

Otelo, o mouro de Veneza é personagem principal do romance do famoso britânico Willian Shakespeare, que conta a história de um homem que ama demais a esposa e que convencido de sua infidelidade, acaba a matando para logo após descobrir a inocência dela.

O conto de Shakespeare traça muitos paralelos com a nossa vida cotidiana. Nenhum relacionamento esta livre das desconfianças e das tentações que o mundo oferece, ainda mais nos dias de hoje que o apelo sexual esta em cada esquina. Porem existem pessoas que passam dos limites nas desconfianças e qualquer indicio, por mais absurdo que seja, é uma prova cabal da traição do parceiro. De fato, não são todos os relacionamentos que terminam em morte como o caso de Otelo, mas o crime passional, tem aumentado, vemos na TV vários casos de assassinatos ligados a términos de relacionamentos e traições.

Vamos falar um pouco do ciúme patológico, algo que movimenta grande parte dos casos de procura por terapia.

O ciúme patológico é definido como a persistente idéia de que o parceiro (a) possui outros relacionamentos, não importando qual seja a realidade da relação amorosa, pois a sensação é que a relação afetiva esta em constante ataque por parte de outras pessoas. Nesse sentido, a pessoa com ciúme patológico interpreta tudo no ambiente como uma prova da infidelidade do parceiro, já que a todo momento o sentimento é de que o relacionamento corre perigo.

Dizem que o ciúme é algo natural e esperado de qualquer relacionamento, afinal, quem gosta cuida e quer proteger o relacionamento e a pessoa amada. Não existe uma escala que nos diz quando o ciúme passa de “normal” para patológico, mas podemos perceber que o ciúme patológico causa intenso sofrimento para o casal, para o ciumento por que tudo vira uma prova clara da traição e para o parceiro que precisa se submeter a questionários, brigas, controles de todas as formas e todos os passos que dá e em alguns casos pode ter sua integridade física ameaçada.

A Síndrome de Otelo é diagnosticada quando existem sintomas e sinais específicos e em conjunto. Podemos dizer que as principais características dessa síndrome inclui: ter o controle do pessoa amada, checar contas de telefone, ler e-mails particulares, vasculhar bolsos, agendas, contas de cartão de crédito, contratar detetives, seguir a pessoa, telefonemas constantes, implicar com roupas que o outro use, implicar com amigos (as) e até mesmo parentes, não permitir que o parceiro saia desacompanhado, enfim… os exemplos são muitos.

É importante ressaltar que a pessoa que sofre do ciúme patológico fundamenta suas ações em distorções e falsas interpretações da realidade. Quando o ciúme ameaça a integridade do relacionamento e qualquer estimulo é interpretado como uma prova de traição, por mais irracional e absurdo que sejam os argumentos usados pelo ciumento, então é preciso ficar atento.

Quando existe agressão física e ameaças de diversas ordens, o relacionamento não tem mais chances de se tornar saudável sem a ajuda profissional de um terapeuta treinado para tal.

Quem se envolve com um ciumento patológico vive em constante ameaça, cobranças, brigas e precisa se justificar de tudo que faz a todo o momento. É um tipo de relacionamento penoso e desgastante, transtornos de ansiedade e depressão costumam se instalar na vitima do ciumento.

A vitima perde a identidade e a paz ( isso quando não perde a vida ), podemos citar o caso de Eloá Pimentel que foi mantida refém por 68 horas e morta por Lindenberg Alves em 2008, enfim, existem muitos exemplos do ciúme patológico que terminaram com a morte do ciumento ou da vitima do ciumento.

As terapias de abordagem comportamental ( Analise do Comportamento ) e Cognitivo Comportamental ( TCC ) são as mais indicadas possuindo estudos e pesquisas de alto grau de evidencia cientifica, atestando que de fato funcionam.

O ciúme patológico ou Síndrome de Otelo é um problema que existe há séculos e que afeta milhões de pessoas no mundo todo. É um problema tratável e com grandes possibilidades de melhora quando realizado por um profissional qualificado e devidamente treinado no manejo de situações de conflito causadas pelo ciúme patológico.

Aguardem os proximos textos sobre o tema.



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A abordagem teórica nos escolhe ou nós a escolhemos???

Essa é uma pergunta muito comum dentro da Psicologia, principalmente em recém formados que bombardeados por tantas abordagens e informações contraditórias e desencontradas, acabam ficando frente a frente com um grande dilema: Que orientação teórica eu vou seguir??

É muito complicado se decidir por uma abordagem teórica que não se conhece. Muitos psicólogos defendem que a abordagem teórica é que escolhe o psicólogo e não o contrario. Eu particularmente acho isso absurdo, tendo em vista que a escolha da abordagem teórica deve se basear em dados racionais e reais e não em emoção. O próprio código de defesa do consumidor diz claramente que todos os serviços oferecidos ao consumidor deve se basear em qualidade e evidencias concretas de eficiência.

Muitas abordagens teóricas não possuem um corpo epistemológico coerente ( pra não dizer outra coisa ) e dizem abertamente que não se preocupam com a ciência, e o pior, dizem fazer seu próprio modo de ciência, onde podem “provar” que suas praticas se sustentam. O grande problema é que suas praticas possuem baixíssimo grau de evidencia e quando colocadas em prova pelo método cientifico falham. Isso se aplica perfeitamente as terapias holísticas e outros métodos esotéricos. Na verdade a medicina alternativa é um conjunto de praticas que nunca foram testadas cientificamente ou que quando colocados em testes falharam completamente.

Dentro da psicologia também temos muitas abordagens que não podem ser medidas e validadas através do método cientifico tradicional. Pra ser sincero existem pouquíssimas abordagens teóricas que se preocupam em validar suas praticas em exaustivos testes em laboratório ou em estudos clínicos. Dentre as abordagens que escolheram a ciência como base, estão a TCC ( Terapia Cognitivo Comportamental ) e a AC ( Analise do Comportamento ).

Eu escolhi a Analise do Comportamento como abordagem teórica por possuir um corpo epistemológico coerente e possuir uma base que valida suas praticas com rigor cientifico. A incansável busca por métodos mais eficientes de tratamento, a busca incessantes em desenvolver melhores formas de intervenção e a constante reciclagem e validação dos seus métodos me encantaram.

Acredito que a escolha da abordagem deve ser feita por métodos racionais, o profissional deve se perguntar que tipo de trabalho ele quer fazer com seu cliente, e com isso podemos formular a pergunta: “Quero dar o melhor para o meu cliente com técnicas e procedimentos validados por inúmeros trabalhos científicos dentro de um rigor grande ou devo dar um tratamento de qualquer coisa, apenas por que eu achei interessante o modo de pensar de um teórico X ou Y ?”

A resposta pode parecer obvia, mas de fato muitos recém formados e até profissionais não conseguem responder a essa pergunta.

A verdade é que a psicologia precisa mudar urgentemente a mentalidade dos seus profissionais, escolher uma abordagem apenas por se identificar com o pensamento do teórico ou dizer que a abordagem foi escolhida por simples ponto de vista convergente, é muito grave e quem vai sofrer com isso é o futuro cliente.

Para terminar esse breve texto, gostaria de citar uma frase de um colega de profissão que sempre se faz presente nesse tipo de debate no mundo da Psicologia, ele diz :

" A escolha da teoria deveria se dar por critérios racionais. O contrário, muito louvado em alguns nichos da Psicologia, é uma falha da formação, uma herança romântica nem um pouco bem-vinda a não ser que a estética lhe interesse mais que a ética..." ( R, Junio. 2010 )